domingo, 26 de agosto de 2007

clique


Eu tenho uma máquina que me transporta do cotidiano para a divindade. Num clique, ela me arrasta do tédio do café para o espetáculo do brilho na xícara. Eu saio da sombra da árvore e entro no labirinto das folhas. Essa máquina anda comigo que é para o modo de eu nunca me cansar das horas, que é para o instante ser capturado quando a monotonia o ameaça. A máquina de deslumbramentos não me deixa acostumado com os becos, as esquinas, as calçadas. Ela percebe o espetáculo num formigueiro, ela reconhece a diversidade na diversão de todos os domingos nos parques, ela acha um jeito de me perder de vista e me levar ao inédito.
Que venha o tédio, porque eu tenho minhas armas.

Um comentário:

Anônimo disse...

Se você segurar todos esses balões juntos, você vem voando rapidinho aqui,só pra a gente te chamar de P*%$#@*!inho...? Só pra te ver depois de te ler...Ia ser bom...