domingo, 28 de outubro de 2007

"days without paracetamol"

Sejamos breves, porque do lado de fora não dá mais para permanecer. Saiam da minha frente, eu vou furar essa fila porque a temperatura sobre um corpo febril é bem mais inquestionável. O vento frio foi a causa da minha febre? É provável. E o frio é mais frio se a gente padece. Ele rasga a roupa e toca direto na carne, gelado como o quê. Agora não é mais possível ir até o ponto de ônibus e simplesmente esperar pelo próximo transporte. Não. Se você não quer morrer congelado, é mais prudente carregar no bolso os horários dos ônibus. E entrar no cinema foi um alívio nesse sentido - e ainda no sentido de esquecer que o mundo aqui é estrangeiro. Por instantes as risadas da gente com o filme me pareciam risadas em língua portuguesa. E os sustos também. Eu quase ouvi um "Caralho", um "Que medo da porra" quando alguém se assustou no momento em que o primeiro tiro foi dado.
O filme, claro, acabou feliz. Quanto à febre no frio, digamos apenas que a realidade era mais assustadora do que o vilão na tela. Mas logo tudo se acalmou sob um cobertor reforçado.


- Painho, empresta o carro aí que eu quero ir ali dar um mergulho em Tabatinga agora mesmo. E depois eu coloco Raul, Fabrício e Romeika no banco de trás, Vinícius, Nina e Rohan no banco da frente e a gente vai também pra Baía Formosa. Vai chover e eu vou tomar banho de praia. Depois vou ficar com as costas ardidas do sol das 4 da tarde. E tomarei caipirinha a 1 real mais caranguejo e, talvez, macaxeira com carne-de-sol. Quando for mais tarde, no mormaço do dia, a gente vai ali na mercearia comprar umas tapiocas pra acompanhar o velho café coado no pano. Eu volto já, prometo. Com o carro inteiro.

Um comentário:

Anônimo disse...

ah, eu sei como � a faca entrando na pele: (friagens)

ademais, favor n�o esquecer de levar nessa ida, conjuntamente, a outra parte na frente de Romeika

hoin hoin