Aguardem o lançamento anual da Companhia das Letras: o meu segundo romance - o primeiro já esgotado em sua modesta tiragem.
O livro conta a estória de uma xícara que falava com um homem. E depois de muitas páginas o livro conta, faz todas as contas e prova que deus não existe, que só o corpo vigora e que a beatitude divina é a beleza física.
É por isso que toda noite eu dou graças à fertilidade do acaso e peço aos ventos para distribuir o pólen germinático em cada ovário disponível.
Sim, o livro se chama "Dentro dos dias sem deus" e no dia do lançamento teremos Paulinho Mosquito cantando poemas meus musicados por ele mesmo.
Aguardem a data e o local.
- Mãe, deu tudo certo, eu sou um escritorbemsucedido.
- Graças a deus, meu filho.
- Não, mãe, no meu livro eu provo o contrário, que foi graças a não ter deus que eudeicerto.
- Mas meu filho.
- Diga, minha mãe.
- E agora, aonde a gente vai pôr a imagem de Jesus crucificado?
- Ah mãe, Jesus foi um cara gente boa, deixa ele aí na parede mesmo pra gente se lembrar de como dói.
- Dói o quê?, ter deixado Jesus morrer por nós?
- Não, mãe, dói quando enfiam um prego na palma da nossa mão.
quarta-feira, 12 de março de 2008
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Um comentário:
esse sendo primo daquele outro, o Moska, que por acaso manda sempre os abraços e as lembrânças praquele outro-outro lá?
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