sexta-feira, 14 de setembro de 2007

- Rudolph, o seu nome tem um similar no português, sabia?
- Não. E como é?
- Rodolfo.
- Rô-dolfô?
- É, Rodolfo. E o nome de Koen, Koenrad, também poderia ser Conrado.
- Con-Rá-do. Rá, do.
- Mais ou menos isso.
- Qual o seu sobrenome?
- Barbalho.
- Ba bai lou.
- Barbalho.
- Ba-bai-lou.
- É, é isso, por aí.

- Rodolfo, eu acho feia a tua língua.
- Ahn? Que tem minha língua? ahhhh (abre a boca)
- Não, não, refiro-me à tua linguagem, digo, ao teu idioma, o holandês. Pra ser honesto, Rodolfo, pra ser mesmo honesto, eu acho horrível o holandês. Detesto quando estou ouvindo a Arrow Jazz FM e o locutor resolve falar. Sabe o que eu acho da sonoridade do seu idioma: ela é toda quebrada. Quando eu ouço alguém falar holandês é como se eu andasse sobre cacos de vidro.
- Pobre de ti, andas em cacos de vidro a todo instante, não?
- Eh, sim, Rodolfo, é verdade. Meus pés costumavam doer no início, mas agora são acostumados.
- Pois eu gosto quando você cantarola em português. Parece uma gaita; e cada sílaba tem seu tom.
- Sei.

Um comentário:

Anônimo disse...

vc não entende mesmo dos novos intrumentos musicais, né, vc mesmo não se adapta às novas invenções de se fazer som tal qual voz humana?, tal qual palavreado, sendo pois este justo um tum tum. vc nunca andou junto dos coreanos? chegue perto dele e começa aquela enxurrada de gozação, de aperreamento, eu acho que é pra ver a reação alheia. eu fico na minha, finjo que não estou ouvindo música alguma, gaita que seja. depois tudo bem.